'Olha, na boa, não tenho
suportado pensar em você todos os dias, todos os momentos do dia, quando
acordo, quando tô indo dormir, quando sonho, principalmente. Horas cruciais
para mim, saudades absurdas de algo incompleto, mas que me fazia feliz, em
doses homeopáticas e um pouco de dor. Não sei se dá para perceber, mas nesse
jogo do amor, a gente cria as próprias regras, abandona sentimentos, abre o
coração para outros; logo algumas concessões não doem. E se se ama de fato, a
gente sempre engole aquele orgulho do "não vou atrás" e dá lugar para
o "eu te amo, não posso viver sem você, te quero" e vai atrás. De um
jeito ou de outro, mas vai. Ligações, mensagens, indiretas, recados, aparecer
na porta de casa de surpresa, esperar recepção e voltar para casa triste mais
uma vez, e depois da decepção, engolir o orgulho e ir lá tentar mais uma vez.
Por quê ama, só por isso. E se a gente quer ir atrás do que nos faz felizes,
vamos, poxa. Sua indisponibilidade me mata, seu silêncio me rasga, sua
indiferença me corta. Mas eu ressuscito, me colo de novo, ponho um band-aid pra
cicatrizar, só pra poder ter você comigo. Se é sentimento de verdade, e eu
acredito que seja, por quê a gente se magoa assim? Não deve ser tão difícil
assumir que amar é difícil, dói e implica em términos, brigas, conversas,
discussões, até mesmo traições, mas se é verdadeiro, volta. E não acaba
enquanto ainda tem que existir. Mas isso só a gente pode dizer. Volta? Porque
de uma coisa eu sei. Ninguém conseguiu me tirar tanto o sono quanto você, e pra
mim, isto é um sinal que eu te quero como for. Incompleta, mas minha.'
Isa Almeida

A verdade é que amar é renunciar milhões de vezes, passar por cima do orgulho e agir completamente de forma contrária ao que 'deveria' ser feito... É quebrar a cara e se decepcionar inúmeras vezes por tudo aquilo que você sabia que poderia acontecer. Mas no final sempre vale pena, nem que seja pra sair de alma limpa e dizer: Eu tentei!
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