Hoje eu não
acordei tentando imaginar o que você estaria fazendo, ou com quem você estaria
acompanhado, ainda não pensei se você estaria pensando em mim, apenas abri os
olhos e naquele momento eu sabia onde e como te encontrar. Nem acreditei quando
disse que vinha. Sério! Fiquei alguns dias achando que era brincadeira.
Mas aí,
abri a porta e você estava lá. Do mesmo jeitinho que eu imaginei, aliás, melhor
talvez, estava perto.
Passei
a tarde meio boba, sem saber muito o que fazer com a sua presença aqui, e como
me sentar, e falar, e comer. Pouco a pouco essa sensação de estar de frente com
o desconhecido foi sendo abstraída e em alguns instantes parecia que há muito
nos conhecíamos e os nossos olhos sabiam exatamente o que dizer ..
A vontade
que eu tinha era de dizer para todo mundo: “Olha aqui, ele veio”.
Embalados
por Leoni nem vi as horas passando.. ficamos horas conversando com gestos, eu
tinha tanto carinho para oferecer que muito mais da metade ainda ficou comigo,
foi tão rápido.
O
sol, de mansinho, foi entrando pelo quarto. Amanheceu. Os minutos passavam como
segundos. Logo, tive que me despedir. Despedidas são sempre tristes. Mesmo
sabendo que em breve nosso reencontro estaria marcado, não queria que fosse.
Abracei o tempo todo para poder aproveitá-lo ao máximo. Foi o único
momento em que me senti estranha, na despedida.
Fiquei
imensamente feliz com a sua presença, até procurei uma palavra menos clichê, mas
o verdadeiro sentimento é esse: felicidade!
“- O menino de cabelos claros, veio para o lado de cá”.
“- O menino de cabelos claros, veio para o lado de cá”.
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